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Redes Antissociais


Jamais pensei que toparia com o filósofo alemão Jürgen Habermas citado nas páginas do periódico "Science", muito menos em conexão com o Facebook (FB). Para ver de tudo acontecer, porém, basta viver o bastante.


A citação está num artigo de David Lazer, da Universidade Harvard, que comentava pesquisa publicada na mesma revista por Eytan Bakshy, da empresa FB.

Lazer comparou o uso das redes sociais com a função que Habermas atribuíra aos salões parisienses do século 19. Nessas rodas elegantes a discussão de temas públicos era intensa, e dessa ebulição se destilava aos poucos alguma dose de convicções convergentes, a opinião pública.


Sim, na Belle Époque ela cabia inteira em alguns salões seletos. O FB Ă© muito mais democrático –com alguns senões.

Qualquer pessoa pode ter conta nessa rede social e ali divulgar o que pensa e escreve –ou reproduzir ideias e textos de outros. Basta ter um telefone celular.

O que as pessoas encontram e leem no FB sĂŁo outros 500. Como elas tĂŞm centenas ou milhares de "amigos" na rede social, sua linha do tempo se converteria numa Babel enervante se as notas nĂŁo fossem selecionadas de alguma maneira.

Esse trabalho é feito por algoritmos, rotinas informatizadas desenvolvidas pela empresa que tentam adivinhar os interesses do cliente e dar-lhes prioridade na exibição. Chega à tela de cada um só aquilo que o FB escolheu mostrar.

Cada vez mais as pessoas veem só as informações que encontram nas redes sociais. O risco disso, sob o império dos algoritmos, é que acabem ouvindo apenas as ideias semelhantes às suas, como numa câmara de eco.

Aí entra o estudo de Eytan Bakshy. Dando o devido desconto para o fato de ele trabalhar no FB, seu trabalho parece sério. E vem chancelado pela Universidade de Michigan, onde também trabalha Lada Adamic, um dos três autores.


Eles tiraram proveito do fato de vários clientes da rede social declararem voluntariamente sua orientação política. Na polarizada cena ideológica dos EUA, a maioria ou é conservadora ou é liberal (progressista).

O primeiro passo foi reunir seis meses de interações na rede por mais de 10 milhões desses internautas autorrotulados. A equipe deixou de lado as postagens de entretenimento, como bichos fofos, e se concentrou em coisas sérias, como notícias.


O passo seguinte foi categorizar politicamente essas notas, como conservadoras ou liberais. Usou-se o seguinte critério: o link precisava ser compartilhado por pelo menos 20 pessoas de mesma ideologia. Restaram 226 mil itens na amostra.


A primeira providência foi analisar quantos dos posts que apareciam na linha do tempo de cada usuário tinham origem política diferente da sua. Ou seja, se os algoritmos estavam ou não impedindo um coxinha de topar com uma nota de jeitão petralha.


A segunda medida foi registrar a orientação dos links em que os conservadores e liberais decidiam clicar. Para resumir a ópera, eles verificaram que ocorre muito menos "censura" por ação dos algoritmos do que nas próprias escolhas do cidadão.


Não são tanto as redes as antissociais, mas sim quem as usa. Os salões virtuais da Nouvelle Époque estão lotados de gente surda, e a opinião pública anda meio calada.



Veja mais no Folha
O funk (fank) apesar de; não ser muito bem visto na sociedade, sempre mostrou a realidade no embalo de suas ficções.Assista ao video e observe a letra da música, veja como a realidade nos é mostrada.


          Nunca fui muito do lado do funk, apesar de serem letras de protestos, sempre pregam algum tipo de violĂŞncia, pode ser que eu esteja errado, ou seja um tipo de preconceito meu, mas, vi neste alguma realidade principalmente em se tratando do momento atual, onde as ondas de protestos estĂŁo comandando as massas.
Isso Ă© Brasil
          Este funk fala das verdades que vivenciamos, de um sistema mal implantado, de uma constituição falha e regressiva, onde nĂŁo há de maneira alguma direitos ao cidadĂŁo e sim aos infratores da lei que sempre encontram  uma brecha para safa-se das garras da mesma, feita por corruptos que a implantaram de propĂłsito. SĂł assim a impunidade reina, tornando os Ă­mpios mais fortes e os justos mais fracos e dependentes dos mesmos.

          Em uma democracia de faxadas o paĂ­s tornou-se frágil sendo totalmente manipulado por lĂ­deres falsos de ideias distorcidas que tinham em princĂ­pio uma lavagem celebral  na mente de todos.
       
         Se vocĂŞ tem preconceitos com esse tipo de mĂşsicas, nĂŁo tem problemas, sĂŁo sĂł alguns minutos, mas, preste atenção  na letra, vocĂŞ vai gostar. nĂŁo importa o ritmo e sim a musicalidade, a letra realista e confinada a este tipo de coisas. Verás que isto Ă© Brasil

Assista ao video!



Veja também:



Presidente 'bomba' em Twitter inativo

Página ganha 400 novos seguidores por dia


O abandono da página de Dilma Rousseff no Twitter, que não exibe novas mensagens na rede social desde dezembro 2010, não alterou o interesse dos usuários pela presidente. Ela continua ganhando, em média, 400 novos seguidores por dia, e alcançou 1,7 milhão de leitores.
O oposto ocorre na página do Blog da Presidência, produzida por assessores e atualizada diversas vezes por dia com o cotidiano do Palácio do Planalto. Para cada tuíte de Dilma, o Blog do Planalto publicou 22, mas esse maior número de mensagens é dirigido a um número muito menor de seguidores: 165 mil, ou 10% dos que acompanham a presidente.