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A Revolução Cultural do PT


Para sacrificar a educação e a cultura brasileira, vem por aí um projeto audacioso, que pode cada vez mais, atrofiar o nível cultural de nossa juventude cuja mesma já está em decomposição num estado deplorável


Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII

O Ministério da Educação está preparando uma Revolução Cultural que transformará Mao Tsé-Tung em um moderado pedagogo, quase um “reacionário burguês.” Sob o disfarce de “consulta pública”, pretende até junho “aprovar” uma radical mudança nos currículos dos ensinos fundamental e médio — antigos primeiro e segundo graus. Nem a União Soviética teve coragem de fazer uma mudança tão drástica como a “Base Nacional Comum Curricular.”


No caso do ensino de História, é um duro golpe. Mais ainda: é um crime de lesa-pátria. Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano? Isto só para lembrar temas que são essenciais à nossa cultura, à nossa história, à nossa tradição.



Mas os comissários-educadores — e sua sanha anticivilizatória — odeiam também a História Medieval. Afinal, são dez séculos inúteis, presumo. Toda a expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, as transformações econômico-políticas, especialmente a partir do século XI, são desprezadas. O Renascimento — em todas as suas variações — foi simplesmente ignorado. Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII.


O apagamento da História, ao estilo Ministério da Verdade de “1984,” não perdoou a história dos Estados Unidos — neste caso, abriu exceção somente para a região onde esteve presente a escravidão. Do século XIX europeu, tudo foi jogado na lata de lixo: as unificações alemã e italiana, as revoluções — como a de 1848 —, os dilemas político-ideológicos, as mudanças econômicas, entre outros temas clássicos e indispensáveis à nossa História.


Os policiais da verdade não perdoaram também a História do Brasil. Os movimentos pré-independentistas — como as Conjurações Mineira e Baiana — não existiram, ao menos no novo currículo. As transformações do século XIX, a economia cafeeira, a transição para a industrialização foram desconsideradas, assim como a relação entre as diversas constituições e o momento histórico do país, isto só para ficar em alguns exemplos.


Mas, afinal, o que os alunos vão estudar? No primeiro ano, “mundos ameríndio, africanos e afro-brasileiros.” Qual objetivo? “Analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas de povos africanos, europeus e indígenas relacionados a memórias, mitologias, tradições orais e a outras formas de conhecimento e de transmissão de conhecimento.” E também: “interpretar os movimentos sociais negros e quilombolas no Brasil contemporâneo, estabelecendo relações entre esses movimentos e as trajetórias históricas dessas populações, do século XIX ao século XXI.” Sem esquecer de “valorizar e promover o respeito às culturas africanas, afro-americanas (povos negros das Américas Central e do Sul) e afro-brasileiras, percebendo os diferentes sentidos, significados e representações de ser africano e ser afrobrasileiro.”


No segundo ano — quase uma repetição do primeiro — o estudo é sobre os “mundos americanos.” Objetivo: “analisar a pluralidade de concepções históricas e cosmológicas das sociedades ameríndias a memórias, mitologias, tradições e outras formas de construção e transmissão de conhecimento, tais como as cosmogonias inca, maia, tupi e jê.” Ao imperialismo americano, claro, é dado um destaque especial. Como contraponto, devem ser estudadas as Revoluções Boliviana e Cubana; sim, são exemplos de democracia. E, no caso das ditaduras, a sugestão é analisar o Chile de Pinochet — de Cuba, nem tchum.


No terceiro ano, chegamos aos “mundos europeus e asiáticos.” Se a Guerra Fria foi ignorada, não foi deixado de lado o estudo da migração japonesa para o Paraguai na primeira metade do século XX (?). O panfletarismo fica escancarado quando pretende “problematizar as juventudes, discutindo massificação cultural, consumo e pertencimentos em diversos espaços no Brasil e nos mundos europeus e asiáticos nos séculos XX e XXI.” Ou quando propõe “relacionar as sociedades civis e os movimentos sociais aos processos de participação política nos mundos europeus e asiáticos, nos séculos XX e XXI, comparando-os com o Brasil contemporâneo.”


Quem assina o documento é o ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, um especialista brasileiro em Thomas Hobbes. Porém, Hobbes ou o momento em que viveu (o século XVII inglês) são absolutamente ignorados pelos comissários-educadores. Para eles, de nada vale conhecer Hobbes, Locke, Platão, Montesquieu, Tocqueville, Maquiavel, Rousseau ou Sócrates. São pensadores do mundo europeu. O que importa são as histórias ameríndias, africanas e afro-brasileiras.


O documento está recheado de equívocos, exemplos estapafúrdios, de panfletarismo barato, de desconhecimento da História. Os programas dos cursos universitários de História foram jogados na lata de lixo e há um evidente descompasso com a nossa produção historiográfica. A proposta é um culto à ignorância. Nenhuma democracia no mundo ocidental tem um currículo como esse. Qual foi a inspiração? A Bolívia de Morales? A Venezuela de Chávez? A Cuba de Castro? Ou Lula, aquele que dissertou sobre a passagem de Napoleão Bonaparte pela China?


Marco Antonio Villa é historiador




Veja na íntegra em O Globo
Uma das maiores histórias, com um histórico sensato, jámais contada no âmbito da humanidade.
Se você é; católico, evangélico, islamita, xiitas ou ateu, não importa sua religiosidade, assista a esta história contada com sensatez e exatidão de previsões oculares com teor de prudência e determinança.
Fco Mendes 28/03/2014



Se você assistiu ao código Davincci, é bom que veja também esta história, a mesma retrata todo o ocorrido religioso ou boa parte que a humanidade já passou.
Obs.: Este é um recorte de Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original): filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que aborda vários temas, entre eles e nesta mídia uma avaliação crítica da religião, com principal incidência no cristianismo, se utilizando de argumentos aonde afirma que Jesus é um mito astrológico, e que a Bíblia se trata de uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas.
Cristo Redentor é um monumento retratando Jesus Cristo, localizado no bairro do Alto da Boa Vista , na cidade do Rio de Janeiro, no estado doRio de Janeiro, no Brasil. Situa-se no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Foi inaugurado às 19h15min do dia 12 de outubro de 1931 dia de Nossa Senhora Aparecida, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo , o monumento tornou-se um dos ícones mais conhecidos internacionalmente do Brasil. Dos seus 38 metros, oito estão no pedestal e trinta na estátua, a qual é a segunda maior escultura de Cristo no mundo, atrás apenas da Estátua de Cristo Rei, na Polônia.
Em uma pesquisa realizada pela revista América Economia, no ano de 2011, o Cristo Redentor foi considerado por 23,5% dos entrevistados como o maior símbolo da América Latina. A pesquisa foi feita pela internet e reuniu a opinião de 1 734 executivos de todos os países da região



A construção de um monumento religioso no local foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, à Princesa Isabel. No entanto, apenas retomou-se efetivamente a ideia em 1921, quando se iniciavam os preparativos para as comemorações do centenário da Independência.
estrada de rodagem que não dá acesso ao local onde hoje se situa o Cristo Redentor foi construída em 1824. Já a estrada de ferro teve o primeiro trecho (Cosme Velho-Paineiras) inaugurado em 1884. No ano seguinte, 1885, o segundo trecho foi concluído, completando a ligação com o cume. A ferrovia, que tem 3 800 metros de extensão, foi a primeira a ser eletrificada no Brasil, em 1906. A construção do Cristo Redentor, ainda, é considerada um dos grandes capítulos da engenharia civil brasileira. Foi erguida em concreto armado e revestida de um mosaico de triângulos de pedra-sabãooriginária da região de Carandaí, no estado brasileiro de Minas Gerais.

A pedra fundamental do monumento foi lançada em 4 de abril de 1922, mas as obras somente foram iniciadas
URGENTE AÇÃO E RECURSO de ITCCS: Culto a sacrifício de crianças, envolvendo elites europeias, são expostos
Uma coragem sem tamanho de uma senhora que, para salvar 
as crianças do mundo, enfrenta qualquer batalha 
sem medo de ser feliz  

HOLLAND, HOLANDA - Top igreja Europeu e funcionários do governo estão envolvidos em estupros,  assassinatos e rituais de crianças foram nomeados por um novo grupo de testemunhas, cujas contas concordam com as declarações públicas feitas em maio passado pelo culto sobrevivente Toos Nijenhuis da Holanda. (http://itccs.org/2013/05/, 08 de maio de 2013 entrevista)

Em 7 de outubro, essas novas testemunhas entregaram declarações juramentadas para o Escritório Central dos ITCCS e advogados em Genebra que descrevem sua observação ou participação no estupro ritual, tortura e assassinato de crianças a partir dos cinco anos de idade em propriedades privadas na Holanda e França. As testemunhas citam dois cardeais católicos, um juiz francês, padres belgas e membros das famílias reais holandeses e britânicos como participantes nestes crimes.

Último 08 de maio, ITCCS postou uma entrevista exclusiva com Toos Nijenhuis no qual ela nomeia alguns dos mesmos homens mencionados nestes últimos depoimentos como participantes do culto. De acordo com ambos os Toos e essas novas testemunhas, as crianças eram rotineiramente seqüestradas, drogada, estuprada e torturada, e perseguidos e assassinados em eventos ritualizados. Toos identificou pelo menos um campo no sul da Holanda, onde tais assassinatos rituais e enterros ocorreu recentemente, em 2010.
Coincidindo com estas novas exposições, Toos e sua família enfrentaram recentes ataques e ameaças em um esforço para destruí-la e sua associação com os ITCCS e seu Secretário de Campo Kevin Annett, que primeiro ajudou a documentar e divulgar a história Toos Nijenhuis.
Esses ataques vêm de um branco cineasta Africano do Sul, Melani Spencer (aka "Mel Ve"), e seu marido Richard, residente holandês, que trabalhou inicialmente com a Sra. Nijenhuis, mas que foram, aparentemente, virou-se para trabalhar contra ela eo ITCCS.

Em cartas de e-mail, Spencer tentou extorquir dinheiro de Toos e sua família, a ameaçou com uma ação judicial, e menosprezado e mentiu sobre Toos e Kevin Annett em programas de rádio do blog na semana passada, sem qualquer motivo ou provocação. (Estas cartas, declarações 'Toos e os recentes depoimentos de testemunhas de culto estão no arquivo com as ITCCS e será publicado com o conselho do ITCCS Departamento Jurídico).
Em resposta, a Direcção Central ITCCS divulgou hoje a seguinte declaração de assessoria pública e da mídia,

"O esforço heróico de Toos Nijenhuis para salvar crianças de futuro tortura e assassinato nas mãos de homens poderosos está sendo ameaçada hoje, agora que os outros estão vindo para a frente para confirmar sua história. The ITCCS apela a todos os seus filiados e simpatizantes, apoiem Ms . Nijenhuis e as outras testemunhas agora, ajudando-os a trabalhar com os ITCCS estabelecer tribunais comuns locais de justiça que pode nomear e tentar os criminosos e proteger os inocentes.

"Nossa Direcção também desassocia formalmente os ITCCS de Melani Spencer e seu marido Richard e repudia os ataques cruéis e não provocado, tanto Toos Nijenhuis e Kevin Annett -. Ataques que são projetados para proteger os ricos assassinos criança Agora é o momento de ajuda e de conforto como heróis Toos Nijenhuis, que sobreviveu culto ritual de tortura como um filho para que o mundo possa conhecer a verdade terrível e acabar com este mal para sempre. "

Os ITCCS estará lançando uma nova campanha na Europa no ano novo para expor esse culto assassinato de crianças e aqueles que ainda estão na ativa-lo, através de uma decisão do Tribunal Common Law, a ser convocada na Holanda com a ajuda de Nijenhuis Toos e outras testemunhas. Esta nova equipe irá incluir juristas europeus e grupos de direitos humanos, bem como de culto ritual sobreviventes de tortura de todo o mundo.

Veja tmabém:


FONTE




     

A cidade de Umirim localizada aproximadamente a 95 km de Fortaleza jamais foi a mesma desde que uma misteriosa pirâmide foi erguida em sua zona rural, o prédio ou templo foi idealizado por um grupo de pessoas que seguem algum tipo de doutrina religiosa e fazem cultos que são restritos aos seus membros, devido a essa restrição muitos boatos sobre o que acontece durante as reuniões já tomaram conta da região, o mais novo é que a pirâmide faria parte de uma igreja americana em que os membros assistem os eventos religiosos nus, fala-se também de rituais com sacrifício de animais, a última suspeita foi levantada após pessoas terem visto currais dentro do terreno, o templo é protegido 24 horas por dia por seguranças armados, que impedem o acesso de curiosos ao interior do templo, para evitar roubos, saques e a presença de curiosos que possam vir a atrapalhar o clima de paz que existe no local,mas nada muito rígido.



      

Dias atrás uma equipe de reportagem da Tv Diário conseguiu ter acesso ao interior do terreno e ver o monumento de perto, mas ao tentarem ter acesso ao interior tiveram permissão negada por um dos membros via celular, logo após foram conduzidos ao portão. O templo é lindo e imponente, visto de toda cidade e já virou uma espécie de ponto turístico da cidade, a todo momento curiosos chegam para tentar dar uma olhadinha ou tirar uma fotografia próximo da pirâmide, ela está erguida desde 2010 e desde sua criação influencia a imaginação popular à pensar diversas coisas sobre a construção.



Veja também:



FONTE


LAMPIÃO: HERÓI OU BANDIDO?

Mendes 04/09/2013

Um guerreiro visionário, destemido e inteligente. Ninguém nega as virtudes de Lampião. Agora pesquisadores questionam o verdadeiro papel histórico de Virgulino Ferreira
por Lira Neto

Eles faziam do assassinato um ritual macabro. O longo punhal, de até 80 centímetros de comprimento, era enfiado com um golpe certeiro na base da clavícula – a popular “saboneteira” – da vítima. A lâmina pontiaguda cortava a carne, seccionava artérias, perfurava o pulmão, trespassava o coração e, ao ser retirada, produzia um esguicho espetaculoso de sangue. Era um policial ou um delator a menos na caatinga – e um morto a mais na contabilidade do cangaço. Quando não matavam, faziam questão de ferir, de mutilar, de deixar cicatrizes visíveis, para que as marcas da violência servissem de exemplo. Desenhavam a faca feridas profundas em forma de cruz na testa de homens, desfiguravam o rosto de mulheres com ferro quente de marcar o gado.

xatos 70 anos após a morte do principal líder do cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, a aura de heroísmo que durante algum tempo tentou-se atribuir aos cangaceiros cede terreno para uma interpretação menos idealizada do fenômeno. Uma série de livros, teses e dissertações acadêmicas lançados nos últimos anos defende que não faz sentido cultuar o mito de um Lampião idealista, um revolucionário primitivo, insurgente contra a opressão do latifúndio e a injustiça do sertão nordestino. Virgulino não seria um justiceiro romântico, um Robin Hood da caatinga, mas um criminoso cruel e sanguinário, aliado de coronéis e grandes proprietários de terra. Historiadores, antropólogos e cientistas sociais contemporâneos chegam à conclusão nada confortável para a memória do cangaço: no Brasil rural da primeira metade do século 20, a ação de bandos como o de Lampião desempenhou um papel equivalente ao dos traficantes de drogas que hoje seqüestram, matam e corrompem nas grandes metrópoles do país.
Cangaceiros e traficantes

Foram os cangaceiros que introduziram o seqüestro em larga escala no Brasil. Faziam reféns em troca de dinheiro para financiar novos crimes. Caso não recebessem o resgate, torturavam e matavam as vítimas, a tiro ou punhaladas. A extorsão era outra fonte de renda. Mandavam cartas, nas quais exigiam quantias astronômicas para não invadir cidades, atear fogo em casas e derramar sangue inocente. Ofereciam salvo-condutos, com os quais garantiam proteção a quem lhes desse abrigo e cobertura, os chamados coiteiros. Sempre foram implacáveis com quem atravessava seu caminho: estupravam, castravam, aterrorizavam. Corrompiam oficiais militares e autoridades civis, de quem recebiam armas e munição. Um arsenal bélico sempre mais moderno e com maior poder de fogo que aquele utilizado pelas tropas que os combatiam.
“A violência é mais perversa e explícita onde está o maior contingente de população pobre e excluída. Antes o banditismo se dava no campo; hoje o crime organizado é mais evidente na periferia dos centros urbanos”, afirma a antropóloga Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e autora do livro A Derradeira Gesta: Lampião e Nazarenos Guerreando no Sertão. A professora aponta semelhanças entre os métodos dos cangaceiros e dos traficantes: “A maioria dos moradores das favelas de hoje não é composta por marginais. No sertão, os cangaceiros também eram minoria. Mas, nos dois casos, a população honesta e trabalhadora se vê submetida ao regime de terror imposto pelos bandidos, que ditam as regras e vivem à custa do medo coletivo”.
Além do medo, os cangaceiros exerciam fascínio entre os sertanejos. Entrar para o cangaço representava, para um jovem da caatinga, ascensão social. Significava o ingresso em uma comunidade de homens que se gabavam de sua audácia e coragem, indivíduos que trocavam a modorra da vida camponesa por um cotidiano repleto de aventuras e perigos. Era uma via de acesso ao dinheiro rápido e sujo de sangue, conquistado a ferro e a fogo. “São evidentes as correlações de procedimentos entre cangaceiros de ontem e traficantes de hoje. A rigor, são velhos professores e modernos discípulos”, afirma o pesquisador do tema Melquíades Pinto Paiva, autor de Ecologia do Cangaço e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Homem e lenda
Virgulino Ferreira da Silva reinou na caatinga entre 1920 e 1938. A origem do cangaço, porém, perde-se no tempo. Muito antes dele, desde o século 18, já existiam bandos armados agindo no sertão, particularmente na área onde vingou o ciclo do gado no Nordeste, território onde campeava a violência, a lei dos coronéis, a miséria e a seca. A palavra cangaço, segundo a maioria dos autores, derivou de “canga”, peça de madeira colocada sobre o pescoço dos bois de carga. Assim como o gado, os bandoleiros carregavam os pertences nos ombros.
Um dos precursores do cangaço foi o lendário José Gomes, o endiabrado Cabeleira, que aterrorizou as terras pernambucanas por volta de 1775. Outro que marcou época foi o potiguar Jesuíno Alves de Melo Calado, o Jesuíno Brilhante (1844-1879), famoso por distribuir entre os pobres os alimentos que saqueava dos comboios do governo. Mas o primeiro a merecer o título de Rei do Cangaço, pela ousadia de suas ações, foi o pernambucano Antônio Silvino (1875-1944), o Rifle de Ouro. Entre suas façanhas, arrancou os trilhos, perseguiu engenheiros e seqüestrou funcionários da Great Western, empresa inglesa que construía ferrovias no interior da Paraíba.
Lampião sempre afirmou que entrou na vida de bandido para vingar o assassinato do pai. José Ferreira, condutor de animais de carga e pequeno fazendeiro em Serra Talhada (PE), foi morto em 1920 pelo sargento de polícia José Lucena, após uma série de hostilidades entre a família Ferreira e o vizinho José Saturnino. No sertão daquele tempo, a vingança e a honra ofendida caminhavam lado a lado. Fazer justiça com as próprias mãos era considerado legítimo e a ausência de vingança era entendida como sintoma de frouxidão moral. “Na minha terra,/ o cangaceiro é leal e valente:/ jura que vai matar e mata”, diz o poema “Terra Bárbara”, do cearense Jáder de Carvalho (1901-1985).
No mesmo ano de 1920, Virgulino Ferreira entrou para o grupo de outro cangaceiro célebre, Sebastião Pereira e Silva, o Sinhô Pereira – segundo alguns autores, quem o apelidou de Lampião. Como tudo na biografia do pernambucano, é controverso o motivo do codinome. Há quem diga que o batismo se deveu ao fato de ele manejar o rifle com tanta rapidez e destreza que os tiros sucessivos iluminavam a noite. O olho direito, cego por decorrência de um glaucoma, agravado por um acidente com um espinho da caatinga, não lhe prejudicou a pontaria. Outros acreditam na versão atribuída a Sinhô Pereira, segundo a qual Virgulino teria usado o clarão de um disparo para encontrar um cigarro que um colega havia deixado cair no chão. Continuar lendo?



Vejam só: que salvamento espetacular, Cachorro heroi, salvando uma criança e sem machucar




Albert Einstein -- 1879 a 1955
Cientista  Alemão
                  CARTA A DEUS 
                        
 Albert Einstein 
Esta carta custou, ao colecionador, a singela importancia de tres milhões de dóllares 


       A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis mas ainda assim primitivas que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações sutilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e tem quase nada a ver com o texto original. Para mim a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu ao qual eu felizmente pertenço e com a mentalidade do qual eu tenho uma profunda afinidade não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos. De acordo com minha experiência, eles também não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam protegidos dos piores cânceres por falta de poder. De outra forma, eu não posso ver qualquer coisa "escolhida" a seu respeito. 

      No geral, eu acho doloroso que você clame uma posição privilegiada e tente defender esta ideia através de dois muros de orgulho, um externo como um homem e um interno como um judeu. Como um homem você demanda, de certa forma, uma dispensa da casualidade de outra forma aceita, e como um judeu o privilégio do monoteísmo. Mas uma casualidade limitada não é mais, de forma alguma, uma casualidade, como nosso maravilhoso Spinoza reconheceu incisivamente, provavelmente o primeiro a fazê-lo. E as interpretações anímicas das religiões da natureza não são, em princípio, anuladas pela monopolização. Com tais muros nós só podemos alcançar uma certa auto ilusão, mas nossos esforços morais não são melhorados por eles. Pelo contrário. 

        Agora que eu abertamente expus nossas diferenças em relação às convicções intelectuais, é ainda claro para mim que nós somos bem próximos no que se refere às coisas essenciais, ou seja, na nossa avaliação do comportamento humano. O que nos separa são somente proposições intelectuais e racionalizações na linguagem de Freud. Desta forma, eu acho que iriamos nos entender muito bem se falássemos de coisas concretas. 

    Com agradecimentos amigáveis e os melhores desejos. 
 Do seu,  A. Einstein




Foguete contra ao nariz


Nos festejos de fim de ano, também corremos muitos riscos, mas, nem sempre tomamos os devidos cuidados. Principalmente quando estamos brincando, bebendo e se divertindo, é nestes momentos que ficamos vulneráveis a estes riscos, aí é onde vemos o quanto somos frágeis e que precisamos tomar mesmo muito cuidado. A vida é boa e aproveitá-la bem, melhor ainda, por isso, precaver-se nuca é demais para termos uma boa festa e um feliz 2013 



Papai Noel ninja







Natal & reveillon
O espírito dos Natais futuros.            


Crenças religiosas à parte, é inegável que os festejos da virada do ano se transformaram bastante nas últimas décadas. "Não se fazem mais Natais como antigamente", reclamam por aí, embora ninguém possa dizer ao certo a que época se refere um costume tão mestiço e metamórfico. Do sacrifício de crianças no Festival da Saturnália, passando pela rave que marcava o solstício de inverno no hemisfério norte, adaptado para um possível aniversário de Jesus Cristo (que só receberia presentes doze dias depois), o Natal ainda ganhou árvores coloridas de gosto duvidoso em grandes centros urbanos, iluminou fachadas com lâmpadas chinesas e foi parar em festas de escritórios em que inimigos declarados assumem o papel de amigos secretos.

Séculos mais tarde, o desapego de São Nicolau transformou o Natal em premiação de comportamento infantil. Ao imigrar para os Estados Unidos sem papelada, o pobre velhinho sofreu as humilhações de praxe: é chamado de Santa, tem sua roupa tingida de Vermelho para agradar aos patrocinadores, encara subemprego em jornada dupla nos tronos de shoppings, é espremido em lareiras, recebe prazos de entrega impossíveis, administra sweatshops de elfos e dirige um trenó sem proteção climática em que abusa de renas mutantes cheias de personalidade.

Por mais que a semiótica do festejo seja esquizofrênica, é certo que a época de fim de ano é sempre uma boa oportunidade para reunir famílias, relembrar vexames, palpitar a respeito da vida alheia, torrar o décimo terceiro, aumentar o peso e lotar salas de espera de psiquiatras. Ela já foi mais popular em tempos menos conectados, uma desculpa socialmente aceita para reencontrar pessoas que o cotidiano fez o favor de afastar. Saudosistas e nostálgicos reclamam do isolamento coletivo proporcionado pelas telas múltiplas, talvez sem levar em conta que o mundo digital possa trazer a resposta perfeita para quem não aguente mais o frenesi consumista que esvaziou a alegria da festa.
Mercados de pequenos comerciantes e artesãos, como ebay e etsy, por exemplo, substituem as antigas feirinhas de Natal, hoje mais parecidas com camelódromos de bugigangas chinesas. Pinterest e comunidades de projetos ressuscitam o espírito "faça-você-mesmo" entre os habilidosos, que podem encontrar ali várias dicas para decorar suas casas, embalar presentes e até fazer árvores a partir de material reciclado. Facebook, Skype, WhatsApp, Viber e diversos aplicativos minimizam o custo das conexões e aproximam parentes e amigos em chamadas e videoconferências. Portais de receitas ajudam a diversificar o cardápio e repositórios de músicas podem desempoeirar a trilha sonora. Os mais católicos podem acompanhar o Papa pelo Twitter e até ver a Missa do Galo via streaming.
Se a época o estimula a contribuir para uma causa, considere a Wikipédia. Eu contribuo para ela todos os anos e acredito que não faço mais do que a obrigação, considerado o benefício que ela me traz. Como ela, inúmeras causas merecem a atenção, boa parte delas apresentada em serviços de financiamento coletivo, como Kickstarter e Catarse, aonde se pode encontrar de projetos de recuperação de ambientes públicos até iniciativas em microbiologia e astronáutica.

Quem se incomodam com o lixo eletrônico gerado pelos novos aparelhos pode se engajar nas comunidades de reparo e reciclagem, contribuindo para que as máquinas sejam cada vez mais abertas e modulares. De qualquer forma, os novos aparelhos tem a grande vantagem de serem multipropósito. E-books e aplicativos, ao contrário de livros e brinquedos, não são embalados, transportados ou armazenados.
E isso é só o começo. Impressoras 3D e movimentos de código aberto permitirão, nos próximos anos, que cada um seja capaz de baixar, manipular e imprimir seus próprios enfeites e presentes, reciclando-os quando não forem mais usados. Talvez este seja, em um futuro próximo, o momento em que estejamos mais próximos do verdadeiro espírito natalino.

Colonista: Luli Radfahrer
              Professor da USP